Rei morto, rei posto

Acabou.

O último foco de resistência caiu. O último gigante frente ao Facebook finalmente despencou das alturas e se rendeu ao soberano das redes sociais. A batalha acabou.

E de forma dolorosa, sem resistência, sendo trocado por seus donos, que criaram uma nova rede social ao invés de investir em sua base. Relegado ao abandono.

Alguém está surpreso?

Pensar que há pouco menos de um ano se pensava no Facebook como o oásis da internet para as classes mais altas, e o Orkut como foco exclusivo das classes emergentes. Pior: Houve quem defendia o investimento em uma rede que já mostrava sinais de cansaço, mesmo com um altíssimo êxodo para as terras de Zuckerberg.

“O Orkut tem mais do que o dobro de usuários ativos do que o Facebook”“O Orkut possibilita criar grupos de discussão entre os membros, coisa que o Facebook não permite”,“O Orkut também tem sua biblioteca de aplicativos”, entre outros discursos inflamados que foram falados aos 4 cantos do mundo em eventos de social media, e que todos aplaudimos de pé.

Houve quem defendesse quem já não conseguia mais se defender sozinho.

E não me venha falar de “orkutização” do Facebook. Entenda, de uma vez por todas: a internet é “orkutizada”, a vida fora das redes é “orkutizada”. Que volte para a caverna e se acorrente frente a parede quem não aceitar esta realidade.

Criamos esta zona de conforto para nos colocarmos acima da sociedade (afinal, somos early adopters, quem terá o direito de invadir nossas terras?). Mas isto não passa de uma fantasia de nossas cabeças. Precisamos encarar o mundo e a internet como eles são de fato.

Vejo este o mesmo caminho dos smartphones. Pensamos que estes são para classe AB, que iPhone é item de desejo e que o Instagram é uma zona de conforto longe da “orkutização”. Conversa para boi dormir.

O smartphone mais vendido do Brasil pode ser comprado na faixa de R$ 300,00, preço médio de um aparelho bom desbloqueado 2 anos atrás. O sistema é o Android, que muito em breve receberá sua versão da popular rede de fotos.

É questão de tempo.

Mas, por enquanto, vale velar o morto, aquele que começou como uma rede exclusiva para convidados, mas que morreu como antro de fakes e poço de spams. Dos álbuns com 12 fotos que estimulavam a criatividade do usuário, aos álbuns com 11 mil fotos sobre nada.

Vamos brindar ao Facebook, que cria terreno para dominar um dos mercados mais promissores de internet do mundo. A Zuckerberg, que nos “ensinou” como compartilhar nossas vidas e acabou com nossa privacidade online. E a todos que investiram e acreditaram no Facebook um ano atrás, quando a rede ainda era vista com descrença no Brasil.

“Vida longa ao Rei.”

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