Em defesa da caixa

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Ah, aquela safada!

Aquela que todos evitamos a qualquer custo. Que somos cobrados a pensar fora dela, seja ela de papelão ou madeira, torácica ou craniana. Aquela que é taxada como “senso comum”, “sem graça”, “óbvia”, mas que, na verdade, é vítima de mais um dos infinitos modismos que usamos por aí.

Pois bem, estou aqui para defender a caixa, essa pobre injustiçada. Logo que sentamos para ter uma ideia a primeira frase SEMPRE é: “Precisamos de uma ideia fora da caixa”. Ok, e eu te pergunto: O que seria algo “fora da caixa”? Sim, atribuimos esse termo a algo totalmente inovador e genial, mas será que não podemos consultar o que tem dentro da coitada para vermos se encontramos aquela peça de quebra-cabeça perdida?

No meu tempo de pivete, caixa era aquela de LEGO, com mais peças coloridas do que meu cérebro poderia assimilar (e confesso que, até hoje, LEGO é complexamente simples o suficiente para continuar me divertindo). Se as pecinhas não se juntassem em algo totalmente novo, eu não estava brincando direito, ou as estava engolindo uma a uma. Cada dia as peças se transmutavam em um brinquedo novo, um carrinho com 5 rodas, uma casa com 3 andares (e piscina no teto :O), um robô gigante aniquilador de Comandos em Ação…

…E o mesmo acontece com nossas ideias. Se brincarmos com o que está fora da caixa, estamos brincando com o piso gelado do quarto sem direito a giz de cera para “decorar” o chão. Não tem sentido nenhum.

Quem fala em “pensar fora da caixa” não deve estar brincando com a caixa certa 😉

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