Sony, PSN, e o cyberterrorismo

Nesse exato momento, a PSN, rede online da Sony para o PlayStation, está fora do ar há 12 dias, e pouco, muito pouco, foi esclarecido aos usuários, que estão cada dia mais apreensivos sobre seus dados pessoais e curiosos por uma questão: Até quando?

O que sabemos com certeza: A PSN foi invadida por crackers há 2 semanas, e, por conta disso, o sistema está fora do ar. O que já não temos tanta certeza: A Sony teria deixado o sistema fora por tanto tempo por estar reforçando a segurança. Mas convenhamos que a Sony, do alto de toda sua experiência no ramo de eletrônicos, podia prever possíveis ataques à sua rede. Esse reforço na segurança não deveria ter sido feito antes?

Pior: Agora, usuários do mundo inteiro estão com dados comprometidos, e a empresa afirma que cerca de 10 milhões de contas de cartão de crédito podem estar comprometidas10 milhões. É um número significativo, não? A estimativa de prejuízo pelo vazamento de contas pode chegar a 50 milhões de Dólares, uma vez que o gasto médio de usuários da PSN é de 3 a 5 Dólares por compra. Os dados dos jogadores já estariam há venda no mercado negro, inclusive. O prejuízo para a Sony pelo vazamento de informações? Na pior das hipóteses, 24 bilhões de Dólares de prejuízo. É bastante dinheiro, concordam?

Como usuário da PSN, fico extremamente preocupado com a situação. A Sony já divulgou por duas vezes que o sistema será reativado “nesta semana” e com segurança reforçada (uma vez na semana passada e outra neste fim de semana). Mas fico preocupado pois a tal “segurança reforçada” pode ser um novo convite a crackers tentarem invadir o sistema novamente. A empresa já divulgou que os usuários serão compensados com 30 dias gratuitos de acesso à PSN Plus, serviço premium da PlayStation Network. Mas eu ainda acho pouco. Acho que os usuários de PSN Plus devem ser ressarcidos de alguma forma, afinal foram 2 semanas de serviço pago e inutilizável.

E a segurança dos jogadores, como fica? Será que as pessoas voltarão a confiar na Sony após essa crise? Eu estava estudando desbloquear meu cartão de crédito só para poder fazer compras online para meu console, mas pensei duas vezes depois do ataque, e acredito que não sou o único que pensou nessa possibilidade.

Além dos jogadores, vejo as produtoras perdendo muito dinheiro nessa história. No período de queda da PSN, tivemos o lançamento de Mortal Kombat, um dos jogos mais aguardados do ano. A expectativa era a de que os servidores ficassem entupidos de lutadores se estripando online, mas o que tivemos foi uma legião de fãs que tiveram pouco tempo de experimentação online, e no Brasil isso nem chegou a acontecer. Isso sem falar dos grandes jogos que já dominam os servidores, como Modern Warfare 2, Black Ops…

Enfim, espero realmente que a Sony consiga sair dessa, porque gosto muito do trabalho que vem sendo feito com a série PlayStation (senão não teria dois em casa :B), e espero do fundo do coração que ela tenha aprendido a lição de que, quando se está trabalhando com uma rede gigantesca de jogadores online, essa rede pode estar sujeita a invasões. E, claro, espero poder voltar a disputar minhas partidas de PES 2011 online o mais breve possível, sem que dados bancários de ninguém estejam circulando por aí sem autorização.

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