“Lugar Nenhum” e a habilidade de Neil Gaiman de ignorar a realidade

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O livro certo na hora certa 🙂

O que eu mais gosto nas obras do Neil Gaiman é a habilidade que ele tem de me fazer sorrir quando leio suas histórias. Os enredos conseguem ser, ao mesmo tempo, ingênuos e simples, mas, no fundo, sempre acabam por dizer muito mais do que você imaginava.

Comecei a ler Lugar Nenhum com isso em mente. A história começa simples, com personagens cativantes e totalmente desprovidos de complexidade, o que deixa a imaginação voar. Para mim, esse é o modo que o autor encontra de preparar terreno para as coisas que estão por vir, preparar nossa imaginação para os eventos surreais que acontecerão.

Gosto de pensar em Neil Gaiman como um autor de livros infantis para adultos. Pode parecer idiota isso, mas os livros são permeados sempre pela dualidade entre realidade e fantasia, entre o que achamos ser certo e o que de fato muda nossas cabeças.

Neverwhere não fica atrás nesse sentido, e utiliza de um mundo paralelo – no caso, o mesmo mundo que vivemos, só que do avesso – para refletir: O que de fato precisamos para viver? Como queremos seguir nossas vidas a partir do momento em que fechamos o livro?

#Recomendo a leitura, mesmo em sua simplicidade e ingenuidade. Afinal, cabe ao leitor transformar a obra em algo mais complexo emocionalmente… E, quem sabe, transformar a si mesmo 😉

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