O início do romance entre instagram e facebook

Nunca se falou tanto no Instagram como nas últimas semanas. Em questão de um mês, a rede social com foco em fotografias vintage virou notícia por abrir pela primeira vez a possibilidade para seus usuários subirem fotos através de aplicativos terceiros, e fez barulho em sua chegada ao Android, o que lhe rendeu mais de 2 mil novos membros por minuto durante o dia de lançamento para a plataforma do robô verde da Google.

Mas o grande barulho com certeza foi causado no dia 9 de abril, quando Mark Zuckerberg anunciou aquela que seria a maior aquisição da história de sua rede social: por 1 bilhão de dólares, o Facebook adquirira o Instagram. Vale lembrar que o que está sendo comprado não é apenas um aplicativo social que permite customizar fotografias com filtros retrô, algo com que ele próprio já vinha trabalhando há algum tempo. A compra engloba uma comunidade imensa de 30 milhões de usuários, com potencial para atingir 50 milhões de pessoas nos próximos meses.

Muitos estão temerosos que a compra seja negativa para o Instagram, mas, ao que tudo indica, o negócio tem tudo para ser benéfico para a rede social. Mark anunciou que sua nova aquisição funcionará como uma empresa independente e sem vínculos de exclusividade para o Facebook, um discurso semelhante ao adotado pela Google na compra da Motorola, em 2011. Em contrapartida, o Facebook utilizará seus recursos financeiros e mão-de-obra para expandir o Instagram. Hoje, a rede fotográfica se sustenta com auxílio de investidores do Vale do Silício, e conta com um efetivo com pouco mais de 10 funcionários.

Essa expansão, além de representar novos recursos e melhor integração com o Facebook, representa também a possibilidade de criação de um modelo de negócios para o Instagram, que, até hoje, não tem molde de lucro. Encontrar formatos de monetização não é um problema para o Facebook, que divide com a Google o topo de empresa que mais lucra com anúncios online.

Curiosamente, a Google encontrou o mesmo desafio em 2006, com a compra do YouTube por 1,65 bilhão de dólares. A rede criada por Chad Hurley e Steve Chen já apontava como um dos sites que ditariam como o conteúdo seria distribuído na internet, mas não possuía um modelo de negócios, correndo o risco de falir caso algo não fosse feito. Assim, o Google encontrou uma forma de rentabilizar o YouTube através da propaganda.

O Facebook busca o mesmo com o Instagram, que contará com o enorme e extremamente segmentado sistema de propagandas da rede de Zuckerberg. Será possível consolidar o modelo de marketing visual, já adotado por muitas empresas graças, justamente, ao Instagram dentro do mercado de mídia.

Além disso, a compra representa um duro golpe no Google, que vem tentando fazer frente ao Facebook no mercado de redes e buscas sociais. O Instagram não possui integração com o Google+, e os sinais mostram que muito dificilmente isso acontecerá. Outro ponto importante a ser considerado é a integração das fotos da rede fotográfica dentro do sistema de buscas do Facebook, que já vem despertando preocupações em Mountain View. É possível que muito em breve vejamos alguma resposta do Google com relação à compra.

Infelizmente, muito do que se espera da compra ainda está no terreno da especulação, mas podemos aguardar coisas boas. Afinal, quando se investe 1 bilhão de dólares em um negócio, é importante fazê-lo dar retorno. É questão de tempo até vermos as cartadas do Facebook para tornar isto realidade.

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