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Anotação rápida: Defendendo ideias

Tem coisas que acontecem que me fazem pensar na vida e no nosso querido mercado publicitário…

Já ouvi de muita gente falando que não é bom o suficiente ou que não consegue ter ideias boas. Acho que ideias boas qualquer um tem capacidade para ter. inúmeras delas. O difícil é acreditar tanto nelas quanto em si próprio; é levar um ideal para frente e defender aquilo que criou e que pode criar.

Uma ideia sozinha é frágil; ela precisa ser protegida por quem a concebeu. É muito fácil destruir a ideia alheia. Difícil, meu amigo, é defende-la dos predadores.

Acredito que, acima de pessoas criativosas, que tem 500 ideias superficiais por dia, o mercado carece de “guardiões” de ideias: Pessoas que tenham a capacidade de ter ideias boas, mesmo que poucas, mas que tenham tanta paixão por elas, tanta vontade de fazer acontecer, que a protegem de várias porradas que elas venham a tomar.

Acho que é isso que precisamos ter em mente se queremos fazer as coisas acontecerem 🙂

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Em defesa da caixa

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Ah, aquela safada!

Aquela que todos evitamos a qualquer custo. Que somos cobrados a pensar fora dela, seja ela de papelão ou madeira, torácica ou craniana. Aquela que é taxada como “senso comum”, “sem graça”, “óbvia”, mas que, na verdade, é vítima de mais um dos infinitos modismos que usamos por aí.

Pois bem, estou aqui para defender a caixa, essa pobre injustiçada. Logo que sentamos para ter uma ideia a primeira frase SEMPRE é: “Precisamos de uma ideia fora da caixa”. Ok, e eu te pergunto: O que seria algo “fora da caixa”? Sim, atribuimos esse termo a algo totalmente inovador e genial, mas será que não podemos consultar o que tem dentro da coitada para vermos se encontramos aquela peça de quebra-cabeça perdida?

No meu tempo de pivete, caixa era aquela de LEGO, com mais peças coloridas do que meu cérebro poderia assimilar (e confesso que, até hoje, LEGO é complexamente simples o suficiente para continuar me divertindo). Se as pecinhas não se juntassem em algo totalmente novo, eu não estava brincando direito, ou as estava engolindo uma a uma. Cada dia as peças se transmutavam em um brinquedo novo, um carrinho com 5 rodas, uma casa com 3 andares (e piscina no teto :O), um robô gigante aniquilador de Comandos em Ação…

…E o mesmo acontece com nossas ideias. Se brincarmos com o que está fora da caixa, estamos brincando com o piso gelado do quarto sem direito a giz de cera para “decorar” o chão. Não tem sentido nenhum.

Quem fala em “pensar fora da caixa” não deve estar brincando com a caixa certa 😉

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Google teria finalmente acertado no mercado de redes sociais?

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25 milhões de usuários em pouco mais de um mês. Aproximadamente 1 bilhão de itens compartilhados por dia. O aplicativo mais baixado para iPhone em menos de uma semana de disponibilidade na AppStore. Os números do Google+, nova rede social da gigante da internet, impressionam. Será que finalmente a Google encontrou o caminho das pedras no disputado mercado de redes sociais?

A empresa já se aventurou no mercado social antes, o que fez com que o lançamento do Google+ fosse visto com certo ceticismo. A Google já havia fracassado com o Wave, que prometia uma revolução no modo como as pessoas se comunicam e criam projetos online, mas se mostrou complicado demais para o usuário; e o Buzz, que levantou sérias discussões sobre privacidade, uma vez que uma falha no sistema possibilitava a visualização de todas as informações do usuário. Mas agora a história pode ser diferente.

Baseado na premissa de tornar o Google um serviço de pesquisas mais social, surgiu o Google+, uma extensão do gigante das buscas. Com o intuito de frear o crescimento do Facebook e se impor como maior anunciante da web, a empresa criou um ambiente favorável ao compartilhamento de informações integrado aos seus serviços já existentes, como Gmail e Android.

Mas o grande trunfo da nova rede social não é esta integração, mas sim atingir um dos pontos fracos do Facebook, a privacidade. Partindo do princípio de que as pessoas não têm o mesmo grau de amizade com todos seus amigos na rede, o Google+ permite separar os contatos do usuário em círculos de amizade. Ou seja, é possível separar seus contatos familiares dos profissionais, e até mesmo seus amigos íntimos, e compartilhar com determinado círculo somente o conteúdo interessante a ele. Pense da seguinte forma: pode ser interessante compartilhar com seus amigos as fotos da balada, mas este conteúdo pode ser visto com outros olhos pelo seu chefe e por sua família.

A questão da privacidade é um dos fatores determinantes para o crescimento explosivo do Google+. Em apenas 16 dias, a nova rede social alcançou a incrível marca de 10 milhões de usuários. Como comparação, o Facebook demorou 852 dias para alcançar esta marca, enquanto o Twitter levou 780 dias. Hoje, pouco mais de um mês após seu lançamento, a rede social da Google já ultrapassa a casa dos 25 milhões de usuários, sendo que o ranking de países é liderado pelos Estados Unidos, com mais de 6 milhões de usuários. O Brasil aparece em sexta posição, com mais de 780 mil perfis. Vale lembrar que esse crescimento acontece no período em que o Google+ está em beta e com acesso restrito a pessoas com convites. A expectativa é de que esses números aumentem quando o acesso for liberado ao público em geral.

Mas o forte crescimento do Google+ e sua priorização por privacidade não o tornam um “Facebookkiller”, como muitos vem profetizando nas últimas semanas. A rede social de Mark Zuckerberg ainda lidera com folga o mercado, tendo atingido recentemente a marca de 750 milhões de usuários e sendo o segundo site mais acessado no mundo, ficando atrás justamente do Google.com. Além da base de usuários elevada, o Facebook conta com uma estrutura melhor de negócios, com maior capacidade de atrair anunciantes, enquanto o Google+ simplesmente ainda não possui suporte empresarial.

Mas isto está para mudar. A empresa anunciou que está trabalhando no Google+ Business, pacote de serviços para empresas anunciarem e interagirem com os membros da rede social. Ainda envolto de mistérios, muito pouco se sabe sobre este serviço.

Outro feature que está a caminho do Google+ é a criação de APIs para a rede. O Facebook possui um amplo sistema de aplicativos à disposição de usuários e marcas, e a Google parece estar caminhando para o mesmo rumo. Rumores indicam que, inclusive, um serviço exclusivamente voltado para games será criado no Google+. Esse rumor é fortalecido pelos altos investimentos da empresa nos mercados de jogos sociais em 2010, quando adquiriu empresas como Slide, Jambool e SocialDeck, além de ter investido mais de USD 100 milhões na Zynga, maior empresa de social games do mundo e criadora de Farmville, com mais de 80 milhões de jogadores no Facebook.

Isso tudo indica que a Google finalmente parece ter descoberto como trabalhar nas redes sociais. A empresa definitivamente aprendeu com seus fracassos e, mais importante ainda, com os sucessos e fracassos dos concorrentes. O reflexo disso foi o crescimento no valor da empresa na semana que sucedeu o lançamento do Google+: o valor de mercado da gigante da internet cresceu nada mais, nada menos do que USD 20 bilhões após o lançamento de sua rede social. O Google+ não é mais uma simples aposta da Google. Ele é uma realidade. Resta saber se a nova rede segura o gás para se tornar um sucesso.

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